O seu avatar está “como manda o figurino”?

Com a expansão das redes sociais, muitos de nós passámos a gerir diferentes extensões do nosso eu. Intitulados persona ecosystems, consistem nas diversas representações da nossa personalidade, no Facebook, Twitter, Second Life, blogs ou outras redes sociais.

 

Para além dos traços psicológicos, ou preferências pessoais em que nos desdobramos para garantir a pertença nas diferentes comunidades em que estamos presentes, estes passam também pela criação de avatares,  representações gráficas das nossas “personas” virtuais.


Tal como no quotidiano, é uma questão de bom senso e gosto pessoal. Há quem opte por imagens cool, outros por representações abstractas, fotografias mais ousadas ou com maior decoro ou até figuras públicas . No entanto, com uma cada vez maior interligação entre “mundo real” e virtual, este é um tema que começa a despertar o interesse e alguma preocupação entre as empresas, que temem deixar ao critério de cada um dos seus colaboradores a forma como são representados.

Tomemos como exemplo uma conferência de imprensa no Second Life para apresentação de um novo produto. Poderá o junior brand manager aparecer “fardado” como a sua personagem favorita de anime?


Nesse sentido, a Gartner, consultora especialista em IT, recomenda que as empresas controlem os avatares dos seus colaboradores, estabelecendo dress codes para os mesmos, prevendo mesmo que estes se tornem uma prática comum para 70 por cento das empresas até 2013.
 

A análise, que tem gerado alguma contestação na blogosfera e sites especializados em social media, parece-me um pouco excessiva. O importante será manter bem definida a linha entre vida pessoal e profissional. Se é legítimo que uma empresa determine como se deve apresentar um colaborador num blog corporativo, rede ou comunidade da empresa ou até mesmo num evento promocional no Second Life? Sim. Virtuais ou reais, tratam-se de prolongamentos daquela que é a imagem e cultura empresarial da mesma, consistindo num importante touchpoint com os seus stakeholders, que não deve ser deixado ao acaso. Contudo, essa legitimidade termina quando se trata de uma página pessoal, onde todos temos direito à nossa versão “casual friday”.

Porque na LPM gostamos de antecipar tendências, fica a minha tentativa de avatar corporate, com um sotaque estrangeiro estranhamente adquirido: 

 

 


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Vanessa Correia Marques

publicado por Lugares Mesmo Comuns às 16:21