O Pensador

A edição da passada sexta-feira do jornal O País vem com um caderno especial dedicado aos 34 anos da independência de Angola. Entre referências históricas e uma análise ao que mudou substancialmente naquele país, encontra-se também a referência a ícones da Cultura na luta pela independência, com a imagem d’O Pensador no topo da página, ladeado pelo nosso conhecido Bonga [Mariquinha, vem comigo para Angola!] e outros vultos da música angolana.

O Pensador atrai particularmente. É uma estatueta emblemática da cultura angolana, elegante e carregada de significados. Leva-nos a perguntar quantas vezes paramos para pensar. Pensar na Vida mas também pensar no nosso trabalho. Realmente pensar. Hum… Podíamos dizer que quem passa oito horas por dia de nariz espetado no ecrã do computador não deve ter muitas ideias, não pensa sobre as coisas. Sabemos lá. Cada um pensa como quer e onde quer. Há quem consiga pensar em complexas estratégias e fazer muitas outras coisas ao mesmo tempo, segundo dizem. Outros precisam do café, da música de eleição ou do pára-arranca num IC qualquer coisa.

Depois há mesmo quem prefira fazer como O Pensador. Pôr a cabeça entre as mãos ou levar o punho ao queixo, à la Rodin, semicerrar os olhos, às vezes disparar um ou dois estalar de dedos, à procura da solução.

Tantas formas e maneiras e feitios e contextos para pensar e, por acaso, já pensaram hoje?

 
 

Ana Martins

publicado por Lugares Mesmo Comuns às 16:21