Sim, sim, é bom é



 

A diferença entre aquilo que se diz e aquilo que efectivamente se pensa pode ser, como todos sabemos, enorme.

 

Até agora, a ironia não era entendida por um computador. Sim, até agora, porque há cada vez mais empresas empenhadas no desenvolvimento de  software que permita distinguir o que as pessoas dizem daquilo que elas querem dizer - o significado emocional do que escrevem.

 

Por norma, os computadores não são capazes de compreender o significado de uma palavra quando esse signiicado se perde fora do contexto. A ferramenta ajudaria as empresas a identificar clientes insatisfeitos, podendo ainda ser utilizada por agências governamentais para identificar indivíduos potencialmente perigosos a partir de posts on line.  

 

Pois é, têm os dias contados os nossos "sim, sim é bom é" escritos furiosamente nas páginas de comentários do site daquele creme que nos prometia umas pernas iguais à da Gisele Bundchen e que, vai-se a ver, o máximo que nos deixou foi uma nódoa nas calças.

 

Sandra Silva

publicado por Lugares Mesmo Comuns às 17:42