Mário Bettencourt Resendes (1952-2010)

Existem pessoas que nos cruzamos na vida só para mudar o nosso destino. O Mário Bettencourt Resendes foi um deles. Estava a meio de um curso de História quando ele, me disse com um ar muito sério que eu deveria era ser jornalista. Não sei porquê acreditei e candidatei-me a estagiária no Diário de Notícias. Foi  há mais de 20 anos e nunca me arrependi. Graças ao Mário tive a melhor profissão do mundo.  Ele era assim, generoso. Era também um homem bom. E um grande jornalista. Se eu um dia conseguir ter estes atributos no meu epitáfio, então terá valido a pena viver…

Rosa Amaral

 

Não conheci pessoalmente o Mário Bettencourt Resendes, apenas falei com eles umas tantas vezes por telefone. Sempre o considerei uma referência no jornalismo português, correcto, imparcial e intelectualmente honesto. Ouvia com prazer os seus comentários sempre pautados pela análise lógica da situação política. Mário Resendes foi um grande vulto do jornalismo político, mais um valor da cultura nacional que se perde para sempre!

Isabel Carriço

 

Perdi um amigo, um grande jornalista, um “bon vivant”. Um homem que adorava viver, um charme no que tocava às mulheres.  Nunca esquecerei o seu último abraço nem o seu sorriso.

Dulce Varela

 

A primeira imagem que guardo do Mário Bettencourt Resendes é a do seu sorriso, numa manhã de quarta-feira, no Diário de Notícias.  A última imagem que dele quero guardar é a de um  fim de tarde no Clube dos Jornalistas, tendo por pano de fundo uma belíssima vernissage de pinturas do Manuel Neto. Ali trocámos dois dedos de prosa e rimos – se rimos!... – na companhia do artista anfitrião e do meu compadre Ângelo Granja, também ele já noutras dimensões, provavelmente a preparar uma bela recepção ao Mário…  Para mim, o Mário será eternamente a imagem do seu sorriso.

Alberto Machado

 

Guardo dele a memória de um homem afável, de grande bom-senso. Foi um jornalista que marcou uma viragem no Diário de Notícias. Sob sua direcção, o DN encetou uma mudança geracional que o tornou mais cosmopolita e o levou a conquistar muitos mais leitores. Nas análises políticas de Mário Bettencourt Resendes predominava a sensatez e uma rara ponderação de pontos de vista. O desaparecimento deste grande jornalista é uma perda importante para quantos trabalham na Comunicação, mas também para a opinião pública.

Luísa Rego

publicado por Lugares Mesmo Comuns às 16:24