Política 2.0 - perguntas e respostas II

Domingos de Mascarenhas - Como se propõem chegar a uma sociedade civil forte, participativa e crítica, a um "Governo Aberto" enfim a uma "Política 2.0" em Portugal a partir do actual monopólio dos partidos, sindicatos e media tradicionais (unidireccionais) sobre o debate político? No UK, nos USA, na Suíça e noutros países a sociedade civil é forte porque sabe que tem influência. Os políticos são aí directamente pressionáveis pelos eleitores e por grupos de interesses diversos. Não é raro ver deputados votar contra o seu partido. Isso nunca poderia acontecer em Portugal, onde não há círculos uninominais e nada se referenda, e impera a disciplina de voto, as máquinas partidárias e o peso das instituições (mais do que ultrapassadas). "Política 2.0" é interessante como conceito (embora nada tenha de original), mas sem as ferramentas necessárias à efectivação dessa forma de exercício da democracia, tal nunca passará de conversa de (cyber) café. Que propostas, que medidas concretas para chegarmos daqui lá? Obrigado.


Caro Domingos,


Tenho a certeza que o Diogo Vasconcelos terá, mais do que ninguém, propostas concretas para lá chegarmos. Deixo apenas uma nota de cepticismo. A sociedade civil (odiável expressão) nos países que refere não é “forte porque sabe que tem influência” A sociedade civil, em todos os países protestantes, tem influência porque é forte.

(questão colocada através do blog “politicadeverdade.blog.sapo.pt”)


 

Rodrigo Moita de Deus

 

publicado por Lugares Mesmo Comuns às 11:57