Navegamos a cantar



Rasgamos as ondas sem medo, coragem, coragem
A proa segue a força da gente, que sente, que sente


 

É um universo assustador e profundamente desejado, o “mercado”. Assim os professores apelidavam tudo o que estava para lá da universidade, tudo o que nos esperava. Nós olhávamos pelas janelas enormes daquelas salas e imaginávamos como iria ser, “lá fora”. Ter uma função de gestão dentro de uma organização, identificar e compreender os seus públicos. Falar “com” eles e não “para” eles. Solucionar problemas de comunicação com as mais maravilhosas estratégias, sempre tão bem fundamentadas, propor e implementar acções simples ou grandiosas para tornar os canais mais fluidos, para informar, divulgar ou persuadir. Mergulhar na cultura organizacional, ter espírito de Missão e sentir os Valores que a todos haviam de inspirar. Avaliar, inquirir, aferir, finalmente confirmar que todo o investimento teria feito sentido e que a Meta de Comunicação teria sido alcançada.


Saltámos cá para fora cheios de garra e de paixão. Aí íamos nós!


Alguns anos depois, parece que o mar é um pouco mais tempestuoso e que os mergulhos são, por vezes, difíceis de dar. Mas na angústia de um possível desencanto, depressa reavivamos ao aprender com as vozes da experiência, com a análise e o pensamento sábios. É bom estar entre grandes Profissionais de Comunicação. Mantém o encanto e a vontade de lembrar os ensinamentos, continuar a sentir, questionar, procurar e redescobrir ideias, conceitos, teorias e práticas. Rasgar ondas sem medo. 


Viver com a presença eterna do espírito de estudante e procurar aplicar todas as aprendizagens nas melhores Propostas de Comunicação. É este o desafio para os jovens RP. Como canta a Infantuna de Viseu, são marinheiros e o destino é conquistar, navegar a cantar! 


 

 Ana Martins

 

publicado por Lugares Mesmo Comuns às 15:07