Influenciar quem de facto influencia


Como agência de comunicação, trabalhamos todos os dias para este objectivo: influenciar o máximo de pessoas com influência na actividade dos nossos clientes para aumentar a visibilidade e notoriedade  da marca. Só assim há mais vendas, mais lucro, mais receitas.

 

A questão que se coloca actualmente é a de saber se, apesar dos nossos esforços, estamos a actuar sobre as pessoas certas. Como questiona o bitemarks: estaremos a conseguir actuar com qualidade? Estaremos mesmo a influenciar quem influencia?

 

Uma das dificuldades na percepção deste trabalho, e dos seus resultados, reside no facto de ser difícil (senão quase impossível) identificar e contabilizar quem efectivamente  influencia a decisão do consumidor/cliente. Ou seja, as pessoas tomam decisões a partir de outras pessoas, que as informam e aconselham. Logo, quem nos influencia não são as empresas, as associações ou as instituições, mas apenas outras pessoas.

 

Perceber que as pessoas mais influentes não são necessariamente a imprensa ou os analistas vai permitir-nos pensar fora da caixa e centrar os nossos esforços naqueles que têm o maior poder de influenciar, quer sejam amigos, família, celebridades, professores ou políticos.

 

Os social media e a expansão dos novos canais de comunicação on line mudaram (estão a mudar) a forma como as pessoas tomam decisões. Quem não usou já o mural do seu Facebook para pedir conselhos sobre os restaurantes a visitar num fim de semana fora, para pedir um contacto, para recolher opiniões sobre um novo modelo de telemóvel ou para convidar os amigos para um evento em que está a trabalhar?

 

A questão está em saber o que devemos fazer com estes novos media, como aproveitar as suas potencialidades, até porque a maioria das estratégias de comunicação continuam a focar-se em demasia nos meios tradicionais. Um desperdício não vos parece?


 

Sandra Silva

publicado por Lugares Mesmo Comuns às 11:14