Quinta-feira , 05 de Agosto DE 2010

De que precisa a publicidade?

 

 

O livro de Al Ries e Laura Ries "A Queda da Publicidade e a Ascensão das Relações Públicas" ganha hoje uma especial actualidade com a entrevista que o Diário Económico publica hoje com Pedro Pina, presidente do grupo McCann , e Vera Nobre da Costa, antiga presidente da Young & Rubicam.
Do líder da McCann, chega-nos o pessimismo em relação ao futuro da publicidade, o desalento em relação às interferências e exigências de racionalidade por parte dos clientes . Da sua antecessora, chegam-nos recordações da desvalorização da publicidade, da perda de ‘glamour’, da “passagem para segundo plano”, da chegada às agências de uma geração mal preparada. E percebe-se que o binómio criatividade-eficácia ainda é controverso.
As quatro páginas do Económico retratam a “queda” mas também dão algumas pistas quanto à “ascensão”: tecnologias, redes sociais, ‘one-to-one’, dizem.
Mas não basta mudar do ‘off line’ para o ‘on line’. É o próprio paradigma que se altera: da propagação para o envolvimento. E as Relações Públicas são a disciplina ideal para responder esse desafio.

 

Joana Machado

publicado por Lugares Mesmo Comuns às 12:43
Segunda-feira , 02 de Agosto DE 2010

Mário Bettencourt Resendes (1952-2010)

Existem pessoas que nos cruzamos na vida só para mudar o nosso destino. O Mário Bettencourt Resendes foi um deles. Estava a meio de um curso de História quando ele, me disse com um ar muito sério que eu deveria era ser jornalista. Não sei porquê acreditei e candidatei-me a estagiária no Diário de Notícias. Foi  há mais de 20 anos e nunca me arrependi. Graças ao Mário tive a melhor profissão do mundo.  Ele era assim, generoso. Era também um homem bom. E um grande jornalista. Se eu um dia conseguir ter estes atributos no meu epitáfio, então terá valido a pena viver…

Rosa Amaral

 

Não conheci pessoalmente o Mário Bettencourt Resendes, apenas falei com eles umas tantas vezes por telefone. Sempre o considerei uma referência no jornalismo português, correcto, imparcial e intelectualmente honesto. Ouvia com prazer os seus comentários sempre pautados pela análise lógica da situação política. Mário Resendes foi um grande vulto do jornalismo político, mais um valor da cultura nacional que se perde para sempre!

Isabel Carriço

 

Perdi um amigo, um grande jornalista, um “bon vivant”. Um homem que adorava viver, um charme no que tocava às mulheres.  Nunca esquecerei o seu último abraço nem o seu sorriso.

Dulce Varela

 

A primeira imagem que guardo do Mário Bettencourt Resendes é a do seu sorriso, numa manhã de quarta-feira, no Diário de Notícias.  A última imagem que dele quero guardar é a de um  fim de tarde no Clube dos Jornalistas, tendo por pano de fundo uma belíssima vernissage de pinturas do Manuel Neto. Ali trocámos dois dedos de prosa e rimos – se rimos!... – na companhia do artista anfitrião e do meu compadre Ângelo Granja, também ele já noutras dimensões, provavelmente a preparar uma bela recepção ao Mário…  Para mim, o Mário será eternamente a imagem do seu sorriso.

Alberto Machado

 

Guardo dele a memória de um homem afável, de grande bom-senso. Foi um jornalista que marcou uma viragem no Diário de Notícias. Sob sua direcção, o DN encetou uma mudança geracional que o tornou mais cosmopolita e o levou a conquistar muitos mais leitores. Nas análises políticas de Mário Bettencourt Resendes predominava a sensatez e uma rara ponderação de pontos de vista. O desaparecimento deste grande jornalista é uma perda importante para quantos trabalham na Comunicação, mas também para a opinião pública.

Luísa Rego

publicado por Lugares Mesmo Comuns às 16:24

Rentrée

 

 

O lpm anunciou a reactivação do Lugares Comuns e deixou-nos ao som de Pink Floyd. Vale a pena reparar na letra deste “Fearless”: 

You say the hill's too steep to climb,
Chiding!
You say you'd like to see me try,
Climbing!
You pick the place and I'll choose the time
And I'll climb
The hill in my own way
just wait a while, for the right day
And as I rise above the treeline and the clouds
I look down hear the sound of the things you said today
Fearlessly the idiot faced the crowd, smiling
Merciless, the magistrate turns 'round, frowning
and who's the fool who wears the crown
Go down in your own way
And everyday is the right day
And as you rise above the fearlines in his frown
You look down
Hear the sound of the faces in the crowd

 

Joana Machado

publicado por Lugares Mesmo Comuns às 12:30

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