Habitantes da Foz acordaram chocados

Ontem os cidadãos do Porto acordaram com a notícia do Bom dia Portugal, na RTP, de que estava um caixão na Foz, junto ao Molhe. O caixão, igual a um outro no Rossio, em Lisboa, assinalava o Dia Mundial da Hepatite, 19 de Maio, com uma “acção de choque” que quis lembrar a todos a consequência do não diagnóstico, e não tratamento, da doença. As questões, os olhares, os comentários de todos os que por ali passaram foram mais que muitas. Mas o objectivo era mesmo apelar à consciência de cada um para o perigo da doença e para a necessidade do teste de diagnóstico e acesso atempado ao tratamento através da mensagem colocada num caixão: “Cadáver cedido pela falta de um rastreio! E você sabe se tem hepatite?”.

Face à quantidade de telefonemas incomodados que recebeu dos fozeiros, a Câmara Municipal do Porto acabou por sugerir, a meio da manhã, que se retirasse o caixão da Praça do Molhe. O caixão saiu, mas a mensagem ficou e hoje muitos portuenses acordaram mais conscientes dos riscos das hepatites.

Nas restantes cidades portuguesas, foi feito o mesmo apelo através da distribuição de folhetos e outros materiais informativos.
 


Catarina Carneiro/Pedro Rodrigues

publicado por Lugares Mesmo Comuns às 16:40