A propósito do estilo criativo mas simples

Uma recomendação do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas sugere que os meios de comunicação social usem uma linguagem clara, assente num relato dos factos “com rigor e exactidão”, abstendo-se de “toda a forma de apologia ou de incitamento de todas as formas de violência, de ódio ou discriminação”. A recomendação surgiu no final de 2008, na sequência de um alerta feito pelo pai de uma criança de 11 anos, que pediu que os jornalistas, no caso os desportivos, deixem de “tratar qualquer evento como se fosse único, terrível e grandioso”. A recomendação é interessante e nasce de uma preocupação deontológica dos jornalistas. Mas é também uma boa oportunidade para nos lembrarmos dos quatro C do Livro de Estilo da LPM:

- Clareza, ou seja, textos com frases curtas, de fácil compreensão, apelativos, mas que não suprimem pormenores da informação.
- Correcção, com informação concreta e correcta, que elucida os factos comunicados.
- Credibilidade, com dados verificados.
- Concisa, ideias escritas de forma ordenada, no menor número de palavras e em frases curtas.

Estas regras implicam sabermos que os adjectivos valorativos, como os advérbios de modo, enfraquecem as frases e tornam os textos mais difíceis de ler. Em resumo, como o nosso livro nos recomenda, um estilo criativo mas simples, que apresenta os factos de modo igualmente simples e rigoroso.

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ROC Pádua

publicado por Lugares Mesmo Comuns às 17:17