As Férias e as Ideias

Anda-se tão bem na 2.ª Circular. O carro desliza, na embraiagem nem se mexe. Não há tempo para ler o que está nos outdoors, só se abranda por causa dos radares e depressa se chega a todo o lado.

Cheira a Verão!

Vamos comprar um livro – para ler na praia! É melhor dois, não vá o primeiro ser vazio. À décima página, o calor torra e manda ir molhar os pés. Nunca tiveram uma ideia à beira-mar? Não daquelas tipo “agora apetecia-me uns caracóis e uma Super Bock” ou “podia comprar uma bicicleta de dois lugares para não termos que vir de carro”. Mais daquelas como “vou criar um blogue sobre a defesa dos mosquitos” ou “também não era mal pensado tirar uma fotografia àqueles canteiros coloridos com cadeiras incorporadas no Terreiro do Paço e concorrer a uma World qualquer coisa Photo desta vida”. Tem graça como nos permitimos pensar na mais absurda das coisas quando estamos de férias. Como se não o pudéssemos fazer na outra parte do nosso tempo. Será que as melhores ideias de Comunicação surgem de pensamentos muito razoáveis? E se experimentarmos ter ideias a partir de pensamentos absurdos? Melhor, se interpretarmos um problema pensando em soluções ao contrário? Algumas respostas estão no livro “Whatever you think, think the opposite”, de Paul Arden. Tem piada. Inspira e não significa que regressamos das férias de pernas para o ar. Não necessariamente…

 





 

Ana Martins

publicado por Lugares Mesmo Comuns às 15:15